Priscila Arantes Enfermeira e Pedicure Terapêutica

Pedicure terapêutica em Coimbra

Podologia em Coimbra: o que é, e em que difere da pedicure terapêutica

Podologia e pedicure terapêutica tratam dos mesmos pés, mas não são a mesma profissão nem têm as mesmas competências. Esta página explica a diferença e diz, sem rodeios, o que aqui se faz e o que não se faz.

Enfermeira · Ordem dos Enfermeiros n.º 117508

O que é a podologia

A podologia é a área da saúde dedicada ao pé: prevenção, diagnóstico e tratamento das suas doenças e alterações. Em Portugal, «podologista» é um título profissional protegido: a Lei n.º 65/2014, de 28 de agosto, estabelece o regime de acesso e de exercício da profissão, que exige licenciatura em Podologia e cédula profissional emitida pela ACSS — a Administração Central do Sistema de Saúde.

O podologista exerce com autonomia de diagnóstico e de terapêutica. Faz o que mais ninguém fora da medicina faz no pé: cirurgia ungueal com anestesia local, estudo da pisada e prescrição de palmilhas e ortóteses plantares, tratamento de patologias do pé de alto risco.

O que é a pedicure terapêutica

A pedicure terapêutica — também chamada pedicura medical ou calista — é o cuidado técnico do pé com finalidade clínica, e não estética: desbaste de calos e calosidades, corte e desbaste de unhas espessas ou deformadas, remoção conservadora da espícula da unha encravada, colocação de órtese ungueal, hidratação e orientação para prevenir a repetição.

É uma formação profissional, não um título protegido por lei. Quem a tem não diagnostica doenças nem faz cirurgia: trata o que é da sua competência, reconhece o que não é, e encaminha.

E a enfermagem, o que acrescenta

«Enfermeiro» é, esse sim, um título protegido, com inscrição obrigatória na Ordem dos Enfermeiros. É o que permite tratar feridas e fazer pensos, avaliar e vigiar o pé diabético — sensibilidade, zonas de pressão, integridade da pele —, educar para a saúde e reconhecer, em tempo, o que tem de ir para o médico.

É a soma que faz a diferença nesta clínica: a mão da pedicure terapêutica para o que se vê na unha e na pele, e o olhar de enfermagem para o que está por trás — a diabetes, a circulação, a ferida que não fecha.

Quem pode fazer o quê

Um resumo, para não haver dúvidas. A última coluna é o que se faz aqui.

PodologistaPedicure terapêuticaEnfermeira (aqui)
Título protegido por leiSim — Lei n.º 65/2014, com cédula da ACSSNão é um título protegidoSim — Ordem dos Enfermeiros
FormaçãoLicenciatura em PodologiaCurso profissionalLicenciatura em Enfermagem, mais formação em pedicure terapêutica
Diagnóstico de doenças do péSim, com autonomiaNãoAvaliação de enfermagem e encaminhamento; o diagnóstico médico é do médico
Cirurgia da unha com anestesia localSimNãoNão
Palmilhas e ortóteses plantaresSimNãoNão
Desbaste de calos e calosidadesSimSimSim
Unhas espessas e órtese unguealSimSimSim
Feridas, pensos e vigilância do pé diabéticoSimNão — encaminhaSim, é competência de enfermagem

Um quadro destes é sempre um resumo: o que se pode fazer em cada caso depende também do estado do pé, da saúde de quem o traz e do que já foi feito antes.

O que aqui se faz — e o que não se faz

O atendimento é feito por Priscila Arantes, enfermeira registada na Ordem dos Enfermeiros sob o n.º 117508, com formação em Pedicure Terapêutica em Portugal e em Podologia no Brasil, com habilitação em Podiatria Clínica, e mais de 20 anos dedicados ao cuidado dos pés.

Não sou podologista em Portugal, e não uso esse título: ele é reservado a quem tem licenciatura em Podologia e cédula profissional da ACSS. O que faço aqui é pedicure terapêutica e cuidados de enfermagem ao pé — e digo-lhe quando o seu caso é para outra pessoa.

Quando o encaminho a um podologista ou a um médico

Há situações que saem do que aqui se pode fazer. Nesses casos, o que lhe faço é dizê-lo:

  • Dor ao caminhar por alteração da pisada ou da forma do pé, que precisa de estudo biomecânico e de palmilhas.
  • Unha encravada que volta sempre, e em que a solução passa por cirurgia da unha com anestesia local.
  • Lesão na pele ou na unha de causa duvidosa, que precisa de ser vista por dermatologista e, por vezes, de análise.
  • Ferida infetada, com pus, febre ou vermelhidão a subir pelo pé — isso é para o médico, no próprio dia.
  • Pé diabético com perda de sensibilidade e ferida aberta, que precisa de consulta de pé diabético.

O que se trata aqui

A pedicure terapêutica, a laserterapia e os cuidados de enfermagem ao pé, com preços e duração de cada um.

Esta informação é geral e serve para ajudar a perceber o problema. Não substitui a avaliação individual nem o acompanhamento médico. Em caso de dúvida, marque consulta.

Conteúdo revisto por Priscila Arantes, enfermeira registada na Ordem dos Enfermeiros (n.º 117508).

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